Historia da Bruxa – Parte 7

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A Tenda da Lua Crescente

– O que há nessa tenda nessa tenda para mim?
– Uma bússola, um “Norte”, uma direção a seguir
– Uma Colher de Pau e um Caldeirão
– Meu Chapéu de Bruxa
– Uma pergunta
– Uma fenda no tempo
– Uma historia atemporal para ouvir e contar, uma historia tecida com o resto dos itens da Tenda Lunar da Lua Crescente.
– Minha Tenda Lunar é da Lua Minguante, então esta historia é sobre outra Bruxa ou sobre mim mesma em outro tempo.

“Eu era uma Deusa e não sabia, e carregava outras Deusas em mim”

O tempo passava inexoravelmente, mas a bruxa seguia as voltas com as tormentas humanas; não conseguia ir ao “olho da tormenta todo o tempo e ainda que poucas vezes se afastava dele, era suficiente para fazê-la pedaços.
O trabalho de reintegração era longo, árduo e doloroso; seus aprendizes de mago tinham crescido e lhe causavam o dobro de problemas que antes, se não fossem suas aprendizes de bruxa, sua vida seria muito difícil.

Um dia a bruxa entrou na Tenda da Lua e procurou entre suas coisas algo que pudesse ajudá-la; o primeiro que viu e que chamou sua atenção foi uma bússola com o símbolo da Lua Crescente no Norte; ao olhar melhor viu que no lugar dos pontos cardeais havia desenhos de Luas, o que lhe pareceu muito raro.
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Nem imaginava que existisse tal artefato, mas era muito interessante… Como funcionava? Que significaria ir em direção das Luas?

Suas fases mudam cada sete dias mais ou menos, significaria isso mudar de direção e acompanhar a Lua? Certamente que sim, mas a bruxa pensava que deveria ter mais que isso nesta questão.

Como isso poderia ajudá-la?

Seguir as Luas é verdadeiramente perceber que o tempo é circular e não linear; viver “circularmente” é o que ordena e organiza nossa vida em ciclos contínuos de crescimento e bem estar.

O tempo linear não tem sentido – pensou a bruxa – ele tem somente uma direção, para diante, e nos obriga a caminhar em uma busca a cegas de coisas que nunca encontraremos.

Entretanto, viver “circularmente” nos adverte antecipadamente o que nos espera no caminho, o que podemos fazer para Ser e estar melhor, para fluir com as coisas a través de situações amenas, deixando atrás a desarmonia que o tempo linear contém.

A bruxa sentiu-se muito feliz por ter entendido esta questão de outra forma, de uma forma que reafirmava o fato de celebrar todas as fases da Lua e não somente a Lua Cheia.

Também percebeu que não celebrar todas as fases Lunares, nos deixa com o círculo quebrado, com o tempo circular partido y cheio de “buracos”, sem continuidade e que isso afeta profundamente nossa qualidade de vida.

Pegou então a Colher de Pau, o Caldeirão, e de posse destes instrumentos mágicos sentiu a necessidade do seu chapéu preto; estava tudo ali, somente tinha que tomar as coisas…o fez e então uma pergunta ressoou no ar:

– Que fazer agora? Seguir cometendo os mesmos erros e caindo nos buracos do círculo quebrado, ou daria seu melhor esforço para recompô-lo?

Parada ali no centro da Tenda da Lua, não sabia que fazer; pensou que no alto da Tenda do lado externo havia uma grande Lua Crescente; então agora essa era a direção a seguir, ir Leste, Ar, ao Crescente.

Caminhou até o Leste da Tenda e depositou ali o Caldeirão e a Colher de Pau; esse era o lugar destes objetos para ela; nesta fase da Lua deveria fazer magias de crescimento com esses dois objetos, nada de água, somente ar e vento, ar para atrair e vento para expulsar.

A “Respiração do Quadrante Leste” se fez ouvir nitidamente, um Sopro Criador envolveu a bruxa e ela sentiu-se reconfortada e abençoada!

Tudo o que tinha que fazer era colocar no Caldeirão o símbolo do que desejava atrair ou expulsar de sua vida, de seu caminho, remexer no sentido horário e aspirar para atrair ou remexer no sentido anti-horário e soprar para expulsar.

Desta forma acompanharia a Respiração do Quadrante Leste na fase da Lua Crescente!

Que maravilhoso que era tudo isto! Certamente era muito útil esta magia e imensamente reconfortante.

Nos próximos post lhes contarei sobre os outros Quadrantes!

Imagens: D’nara Rocco

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